quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Uso do paquímetro na fonoaudiológica

    

    O paquímetro é um instrumento utilizado para medição de pontos opostos, que é muito utilizado nas engenharias.    Na fonoaudiologia, este instrumento é usado como meio de mensuração quantitativa do tamanho e profundidade das estruturais orofaciais, enriquecendo a avaliação pré e pós  tratamento.  Existem paquímetros  de diferentes materiais, além de serem diferenciados em analógicos e digitais.  Estes últimos estão bastante difundidos na Fonoaudiologia, pela praticidade de seu uso.   No entanto, muitos profissionais fazem uso do modelo analógico, como também  alunos de graduação. 
      Para conhecermos melhor a estrutura do paquímetro, a figura 1, mostra informações sobre suas partes.
figura 1

      Existem paquímetros com níveis de acurácia diferenciados, no entanto, a forma de utilização é a mesma, Além disso, em nossa área, utilizamos a mensuração na unidade de medida "milímetros", considerando duas casas decimais após a vírgula.  Considerando isso, o uso do paquímetro obedece as instruções da animação abaixo.   
uso do paquímetro


        Abaixo tem um link do artigo de onde a imagem inicial, de mensuração com o paquímetro em um paciente, foi retirada.  Além disso, tem o endereço do site "Régua online:paquímetro", onde você pode encontrar mais informações sobre a paquimetria.

Links:




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Atenção à respiração oral

    
      Apesar do dia de atenção à respiração oral ter sido no 14 de agosto de 2014, a atenção a esta condição clínica, que trás tantos prejuízos estruturais e funcionais no indivíduo, deve ser mantida constantemente.
       Para isto, o Departamento de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia-SBFa, desenvolveu materiais didáticos que podem auxiliar qualquer pessoa na identificação da respiração oral em familiares e amigos.     
       No autoexame, são feitas perguntas sobre o modo respiratório, alterações nas vias aéreas superiores e sintomas da respiração oral.  lembrando que se os sinais forem confirmados, serão necessárias avaliações de outros profissionais,como Alergista, Fonoaudiólogo, Ortodontista e Otorrinolaringologista.
        Abaixo pode-se observar o autoexame de respiração oral, além de uma ficha com sinais de presença deste modo respiratório.  Coloco também o link para fazer download destes documentos no formato PDF, no próprio site da SBFa.  

autoexame

Sinais da respiração oral

      Lembrando que a respiração oral pode acometer as pessoas em qualquer idade, no entanto as repercussões mais sérias ocorrem nas crianças e adolescentes, nos quais ainda esta ocorrendo o desenvolvimento das estruturais crânio-faciais.  Com isso, a atenção à respiração oral é crucial pois ela pode gerar alterações no crescimento dos ossos da face, gerando disfunções dentárias importantes e portanto alterações funcionais que comprometem a alimentação, fala e respiração. 
         Segue abaixo um link para um artigo que explica melhor sobre a respiração oral em crianças .



  

domingo, 5 de outubro de 2014

Conhecendo o Bruxismo e suas repercussões odontológicas e fonoaudiológicas



O termo bruxismo origina-se do grego brychein, que significa ranger de dentes.  No entanto, de acordo com a classificação internacional de desordens do sono, o bruxismo pode ser dividido em duas categoriais, com características distintas.  O bruxismo noturno ou do sono, é caracterizado como uma desordem do movimento mandibular seja com perfil de moagem, ou mesmo com de apertamento dentário, apresentando um caráter involuntário.   Já o bruxismo diurno, é um distúrbio semi-voluntário onde o apertamento dos maxilares é mais evidente.
Além disso, são feitas também considerações acerca das características do bruxismo.  Neste caso pode-se considerar o bruxismo como cêntrico, que é o ato de aperta os dentes, preservando a oclusão cêntrica.  E o bruxismo excêntrico, onde existe a associação com a movimentação mandibular lateral, fugindo assim do estado de oclusão.   Na Fonoaudiologia, o bruxismo clássico, por apertamento, é chamado de briquismo e o excêntrico de apenas bruxismo.

A prevalência em adultos, deste distúrbio, está em 20% e 8% para o bruxismo diurno e noturno, respectivamente. No entanto, comenta-se na literatura que a incidência do bruxismo é subestimada por questões metodológicas dos estudos, e pelo fato de poucos indivíduos tomarem consciência de portar o hábito.   Nas causas para o bruxismo, fatores ligados ao sistema nervoso central e periférico, além de questões psicossociais são ressaltadas.   Alguns estudos também falam sobre fatores genéticos associados.
São fatores de risco para o bruxismo o uso de álcool, fumo, cafeína em excesso, drogas ilícitas, medicamentos a base de anfetamina, antipsicóticos, entre outros.  Além disso, existe associação entre bruxismo e a síndrome da apnéia e hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), transtornos neurológicos diversos, a exemplo o parkinsonismo.
Os familiares relatam que a sensação sonora do individuo que range os dentes, principalmente durante a noite, é comparável ao atrito entre granito, podendo ver a dimensão do trauma mecânico dentário, ósseo e articular, neste distúrbio.     Os sintomas principais do paciente são hipersensibilidade dentária, dor na musculatura mastigatória e dor de cabeça.  A literatura científica comenta que a mialgia mastigatória ocorre para proteger a musculatura do bruxismo, pois ela fornece um biofeedback negativo, onde o indivíduo diminui a intensidade do ranger e apertamento dentário, evitando lesões mais intensas.


Como achados odontológicos e fonoaudiológicos, sabe-se que o bruxismo é a principal causa do trauma ao periodonto, além de desgaste dentário acentuado.  Em alguns casos o desate é tão intenso que causa exposição da dentina, levando a hipersensibilidade.
A articulação temporomandibular sobre impactos principalmente verticais, o que pode levar a degeneração do disco articular e, portanto alteração na dinâmica mandibular e dor.   A tensão muscular pode levar a um quadro de trismo, que é a dificuldade no movimento de abertura da mandíbula e no exame palpatório observa-se um padrão de hipertrofia muscular acentuado.
As condições fisiológicas de gênese do bruxismo ainda são pouco estudadas, no entanto sabe-se que possivelmente existe a participação da transmissão da dopamina, noradrenalina e serotonina.  Como isso, surgiram duas hipóteses para defragração dos movimentos orofaciais alterados.  A primeira é a hipótese hipodopaminergica e a segunda a hiperdopaminergica, onde deixarei o link para ao artigo que explica os dois pontos de vista.
No tratamento do Bruxismo utiliza-se, estratégias  comportamentais e sintomatológicas ligadas a fonoaudiologia, estratégias odontológicas, farmacológicas e suas combinações, de acordo com o perfil do portador.

Se quiser saber mais sobre o bruxismo e suas alterações, deixarei abaixo os links para os artigos que tirei as informações acima, além da página da Wikipédia que cita o conteúdo. 

Referências: 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Atlas interativo Netter para aquecer os estudos (download)




      Para aqueles que não tem um atlas de anatomia e sabem da importância deste para um  maior conhecimento sobre o corpo humano, e portanto maior compreensão das alterações presentes neste, existe a versão interativa do renomado atlas de anatomia de Frank H. Netter.
      Neste software, existe várias imagens originais do atlas, que são divididas em sistemas e regiões corporais.   Ainda existe a possibilidade de gerar testes, para potencializar os conhecimentos e avaliar o que foi aprendido.   O melhor é que as imagens estão em alta resolução e são bem maiores que no atlas original, deixando o estudo ainda mais realista.
      Estou deixando um link para download do atlas logo abaixo.  Ao baixar o software será possível observar que ele esta no formato ISO ou imagem de CD virtual, não havendo possibilidade de execução normal no windows.   Para solucionar o problema deve-se baixar um programa de leitura deste formato, como o DAEMON Tools Lite, que está disponível para download junto com o link do atlas.    Apos instalar o Daemon, é só montar o arquivo ISO e experimentar o atlas.
      Deixo também um vídeo, em que mostra o passo-a-passo de como fazer os procedimentos acima. Bons estudos.

Interface do software


Link atlas interativo netter: http://bitshare.com/files/6ngqb4q3/netter_interativo.rar.html
Link Daemon tools lite: http://freakshare.com/files/rn1w3o8x/DTLite4413-0173.exe.html



domingo, 28 de setembro de 2014

Importância do autoexame para prevenção do câncer de boca.

        

       O câncer de boca é uma patologia que acomete tanto região de lábios, como da cavidade oral.   Possui uma alta incidência mundial e estima-se mais de 14 mil novos casos em 2014, no Brasil.   
        Os fatores de risco principais para esse tipo de câncer são, ter idade acima de 40 anos, vício em fumar cachimbos  e cigarros, bebida alcoólicas, exposição excessiva ao sol, que são potencializados se houver casos na família.
         Segundo pesquisas, a melhora do prognóstico em pacientes acometidos por essa doença esta diretamente relacionada a rapidez com que é feito o diagnóstico, evitando assim uma maior extensão das sequelas no sistema sensório motor oral.
         Uma forma simples e rápida para investigar a possível ocorrência do câncer de boca é o exame das estruturas da cavidade oral, que é realizado por profissionais de saúde.  No entanto, este pode ser feito por todas as pessoas na forma de autoexame, com intuito de potencializar a prevenção. 
         Segundo o setor de estomatologia da UNIFESP, este consiste em inspeção visual e palpação, devendo ser realizada em frente ao espelho com boa iluminação. Para facilitar a memorização das estruturas da boca a serem examinadas no autoexame bucal, foi criada a sigla:  BLLAP (Bochecha, Lábios, Língua, Assoalho bucal e Palato).   Que sugere as estruturas a serem observadas.
         Deve-se observar alterações da coloração dos lábios, assim como seu aspecto, feridas que não cicatrizam na mucosa da cavidade oral, inchaços, caroços e lesões com ou sem dor.
         Abaixo, pode-se observar um vídeo informativo produzido pela UNIFESP, que mostra os passos da realização do autoexame.

BLLAP (Bochecha, Lábios, Língua, Assoalho bucal e Palato)
 
 

Referências: 


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

CFFa publica nota sobre atuação da Fonoaudiologia na reabilitação vestibular.










       Após ir ao ar no dia 17 de setembro de 2014 , com o tema reabilitação vestibular, o programa Bem Estar da TV Globo causou desconforto em fonoaudiólogos de todo o país ao citar que tal atuação era competência da Fisioterapia, forçando o Conselho Federal de Fonoaudiologia publicar uma nota de esclarecimento sobre o fato.  Segue o texto na íntegra abaixo.





Esclarecimentos sobre a atuação da Fonoaudiologia e a Reabilitação Vestibular

Reafirmamos a importância dos meios de comunicação e a necessidade de programas que informem a população sobre temas relacionados à saúde de modo geral. Entretanto, após veiculação no programa ‘Bem Estar’, de 17/09/2014, da matéria ‘Exercícios simples podem melhorar o equilíbrio’, em que mostra a atuação da fisioterapia no auxílio ao tratamento de labirintite, o Conselho Federal de Fonoaudiologia recebeu de pedidos de posicionamento e esclarecimento sobre a atuação do Fonoaudiólogo na Reabilitação Vestibular.
Diante das solicitação, vimos a público esclarecer que:
A Reabilitação Vestibular é um método de tratamento indicado para indivíduos com distúrbios do equilíbrio. Ela baseia-se em exercícios físicos específicos que visam ativar os mecanismos de plasticidade neural do Sistema Nervoso Central, buscando acelerar a compensação vestibular.
De acordo com a legislação do Conselho Federal de Fonoaudiologia tanto o diagnóstico, quanto a terapia de disfunções vestibulares, são áreas de competência do fonoaudiólogo.  Dentre os documentos, destacamos: “Exercício Profissional do Fonoaudiólogo”, (2002);“Classificação Brasileira de Procedimentos em Fonoaudiologia”,  (2010); e a Resolução de 2010 que “Dispõe sobre a competência técnica e legal do fonoaudiólogo para realizar avaliação vestibular e terapia fonoaudiológica em equilíbrio/reabilitação vestibular.
Entretanto, é importante ressaltar que a Reabilitação Vestibular, não é uma área de atuação exclusiva do fonoaudiólogo. Desde sua primeira descrição, em 1944 pelo médico Cawthorne, essa técnica vem sendo aplicada mundialmente por diversos profissionais, dentre eles médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.
Desde 2014 o CFFa buscou contato com o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), para organização de um Grupo de Trabalho sobre Reabilitação Vestibular. O GT foi criado com especialistas de cada profissão para discussão de assuntos relacionados à atuação no Brasil. Desde então esse GT tem trabalhado, principalmente, para discutir o exercício profissional deste método, que é utilizado pelas diferentes profissões.
No Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia de 2013, a representante do CFFa nesse GT, a fonoaudióloga Renata Jacques Batista (CRFa 6 -2200) proferiu palestra com o tema: “Os dilemas da interface entre Fonoaudiologia e outras profissões – reabilitação vestibular”, em que foi ressaltada a atuação legal de ambas as profissões nessa área.
 Na próxima edição do Congresso, que acontece de 08 a 11 de outubro, em Joinville – SC, outra mesa de debates volta a discutir o assunto, dessa vez com a participação do fisioterapeuta André Luis dos Santos Silva (Crefito – 2 18858 – F), representante do Coffito no GT, em que cada profissional fundamentará suas competências e habilidades gerais para atuação com Reabilitação Vestibular.
Informamos ainda que o Conselho Federal de Fonoaudiologia entrou em contato com a direção do programa Bem Estar para esclarecer as competências do Fonoaudiólogo quanto ao Zumbido,  Reabilitação Vestibular, Voz, além de propor outras pautas.

 A Diretoria

PRAAT: Uma opção econômica na análise acústica da voz.

    




   Muitos quando saem da graduação, sentem dificuldades na utilização de softwares para analisar acusticamente a voz dos pacientes.  Tal dificuldade esta relacionada diretamente ao preço dos programas convencionais o que faz como que alguns profissionais procurem os softwares de licença gratuita.
         Um deles é o PRAAT, que foi desenvolvido por Paul Boerma y David Weenink, do Institute of Phonetic Sciences, university de Amsterdam.   
        Apesar de apresentar um interface pouco amigável e um pouco difícil de manuseio, o PRAAT apresenta algumas funções de análise de voz bem interessantes, como: Análise espectográfica, dados sobre pitch, intensidade, formantes, jitter e shimmer, além de informações numéricas mais detalhadas sobre estas variáveis.
        A partir deste software puder fazer uma análise simples e demonstrativa, utilizando a vogal /a/ sustentada, em emissão natural.   Na figura 1, é possível observar a tela de análise inicial do PRAAT, já com o som selecionado.  Nesta é possível ver a configuração do traçado sonoro acima e abaixo um espectograma com duas linhas coloridas.  A linha azul, refere-se a frequência média registrada (123,4 HZ) e a amarela a intensidade média da emissão (73,15 dB).  Nas linhas abaixo observa-se a duração total da emissão (8,94 segundos).  Na figura 2, é mostrado um relatório mais detalhado sobre a emissão, onde existem dados relacionados a média, mediana, moda e desvio padrão da frequência.
              Na figura 3 observa-se um relatório diferente relacionado a dados do jitter da emissão, relacionado a irregularidades da frequência.
             Além de uso em som sustentadas o PRAAT pode ser bastante útil também na análise de registros de fala, sendo um recurso complementar não só na avaliação, mas também na terapêutica de alterações na voz e na fala.
              O PRAAT pode ser baixado no site http://www.praat.org , e um tutorial para facilitar seu uso, está disponível para download no seguinte link: http://www.usp.br/gmhp/soft/praat.pdf  .

Figura 1
Figura 2
Figura 3